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IPEN 70 ANOS: INSTITUTO NASCE COM MISSÃO DE EXPLORAR POTENCIAL DA ENERGIA NUCLEAR

Publicada em: 25/06/2026 12:02 -

Imagem reproduz documento de Convênio entre o Conselho Nacional de Pesquisas e a Universidade de São Paulo para a criação do Instituto de Energia Atômica, termos V ao VII, com as assinaturas de Heitor Grillo, Alípio Corrêa Neto e Bernardino Correa de Mattos Neto

 

O IPEN nasceu por meio de um convênio entre o Conselho Nacional de Pesquisas, atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa contou com uma articulação conjunta de vários atores nacionais e internacionais que apoiavam a difusão da tecnologia nuclear pacífica. A criação do Ipen gerou entusiasmo na comunidade científica e representou um passo importante para a autonomia tecnológica do Brasil.

A ideia, porém, começou a ser desenvolvida em 1946, com a nomeação do almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, engenheiro e cientista brasileiro, como representante do país na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Pouco depois, em 1949, Eurico Gaspar Dutra, presidente da República à época, nomeou uma comissão especial encarregada de elaborar o anteprojeto de lei para a criação de um conselho nacional de pesquisas para ampliar o apoio à área nuclear, incluindo a formação de pessoal capacitado. O trabalho da comissão resultou na Lei n. 1.310, de 15 de janeiro de 1951, que instituiu o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), (Diário Oficial da União - Seção 1 - 16/1/1951, Página 809), atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

A prioridade era explorar o potencial da energia nuclear. O CNPq, então, abrigou uma Comissão de Energia Atômica, que ficou responsável pelo desenvolvimento de um programa de fomento e formação de professores na área de física nuclear, linha seguida até a fundação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em 10 de outubro de 1956, que passou a assumir a política nacional de energia nuclear no Brasil.

No dia 31 de agosto de 1956, o decreto federal n. 39.872 funda o Instituto de Energia Atômica (IEA), em conformidade com o convênio previamente firmado entre o CNPq e a USP (Diário Oficial da União - Seção 1 - 31/8/1956, Página 16588). O decreto foi assinado no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, à época Capital Federal, ratificando a sede do Instituto na cidade de São Paulo. O IEA foi estabelecido dentro da Cidade Universitária da USP, em uma área de aproximadamente 500 mil m².

Ciência e Tecnologia
 
 
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