Pesquisadores do IPEN-CNEN e da USP testaram com sucesso o uso da irradiação por feixe de elétrons para eliminar resíduos do antidepressivo fluoxetina no tratamento de água. A técnica degrada as moléculas do medicamento, eliminando sua toxicidade e protegendo a fauna aquática.
Classificada como um contaminante emergente, a fluoxetina preocupa especialistas por seu potencial de causar danos ambientais mesmo em baixas concentrações. Como os métodos convencionais de saneamento são insuficientes para removê-la totalmente - ou deixam subprodutos tóxicos -, a irradiação surge como uma alternativa eficiente para aplicação em larga escala.
O IPEN possui uma unidade móvel equipada com um acelerador de elétrons que permite realizar testes diretamente em estações de tratamento de efluentes e esgoto, possibilitando a análise da tecnologia em fluxo contínuo e com volumes reais de operação.
O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do IPEN, Flavio Kiyoshi Tominaga e Vanessa Silva Granadeiro Garcia, coordenados por Sueli Borrely, com a colaboração de Antonio Carlos Silva Costa Teixeira e Roberta Frinhani Nunes, da Escola Politécnica da USP.
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