Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) estão analisando traços de mercúrio em espécies florestais para avaliar o potencial desse elemento como marcador químico de origem da madeira. A proposta do projeto RastreiaIA, financiado pela Fapesp, é compreender se a composição química presente nos tecidos das árvores pode auxiliar na identificação de procedência da madeira para fortalecer sistemas de rastreabilidade no setor madeireiro.
O mercúrio é um elemento naturalmente encontrado no ambiente, como em solos, rios, água e até mesmo no ar. Dependendo das características ambientais de cada região, as árvores podem absorver concentrações desse elemento ao longo do seu desenvolvimento, deixando “assinaturas químicas” que ajudam a diferenciar áreas de origem, por exemplo.
Com isso, pesquisadores do RastreIA esperam integrar esforços científicos voltados à ampliação da transparência de cadeias produtivas da madeira no Brasil. A expectativa é que o uso de indicadores químicos e o estudo da relação entre eles, como o mercúrio, ajude a fortalecer mecanismos de certificação de origem e controle florestal.
Saiba mais em www.gov.br/ipen

