Nos dias 18, 19 e 20 de maio, o festival internacional Pint of Science ocupou bares, cafés, praças e outros espaços públicos em 213 cidades do Brasil. A proposta foi debater o conhecimento de forma leve e acessível, ajudando a despertar novas vocações e a valorizar a pesquisa nacional. O recorde de municípios participantes consolidou o Brasil como líder mundial do evento, evidenciando o amplo interesse do país pela ciência.
Com participação desde 2019, no dia 20 de maio o IPEN-CNEN marcou presença no Finnegan’s Pub com o tema “Goiânia 1987: Ciência e Memória”. Os especialistas Eduardo Toyoda e Francisco Biazini compartilharam suas experiências na gestão e nos desdobramentos do acidente com o Césio-137. O episódio, considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de instalações nucleares, transformou a segurança nuclear global e continua sendo um marco para a ciência brasileira.
Como nasceu o Pint of Science
O festival surgiu em 2012 no Reino Unido, quando os neurocientistas Michael Motskin e Praveen Paul, do Imperial College London, organizaram o “Meet the Researchers”. O evento convidava pessoas afetadas por doenças neurodegenerativas a conhecerem os laboratórios e as pesquisas em andamento.
A iniciativa inspirou cientistas e visitantes. Diante do sucesso, Motskin e Paul perceberam que se as pessoas tinham interesse em ir aos laboratórios, os cientistas também poderiam ir até as pessoas. Assim nasceu o Pint of Science, que teve sua primeira edição em maio de 2013 em três cidades britânicas. Hoje o festival acontece em 26 países.

