O presidente da CNEN Francisco Rondinelli participou, de 2 a 4 de março, da primeira reunião do ano da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, na Áustria. O encontro é o primeiro a compor a agenda anual do colegiado e abre as discussões sobre documentos importantes para o setor nuclear global.
O documento Nuclear Technology Review 2026 compila os mais notáveis desenvolvimentos em tecnologia nuclear nas mais diversas áreas. O Brasil deve figurar com destaque pelos avanços na transferência de elementos combustíveis de Angra 1 para a Unidade de Armazenamento Complementar a Seco (UAS), além de figurar entre os países em processo de construção de um novo reator nuclear de pesquisa científica, o RMB, Reator Multipropósito Brasileiro que trará autossuficiência na produção de radiofármacos, com grande desenvolvimento tecnológico. Atualmente são 11 países em desenvolvimento de projeto de construção de reator nuclear de pesquisas. A revisão da AIEA também deve destacar como as tecnologias nucleares continuam a atender às prioridades dos Estados-Membros nas áreas de saúde, agricultura, proteção ambiental e indústria.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, relatou à Junta sobre a situação na Ucrânia e a grave situação no Irã e no Oriente Médio. Por outro lado, destacou que nos últimos meses a AIEA tem contribuído para o crescente debate global sobre os benefícios da energia nuclear como uma base de baixo carbono para a estabilização do setor energético, apoiando a segurança energética, indústrias em expansão, economias em crescimento e transição para a descarbonização. Frisou ainda que o interesse pela energia nuclear continua a crescer, abrangendo diversos países e empresas de tecnologia que buscam fornecer energia para centros de dados destinados à Inteligência Artificial.
Com colaboração de Leonardo Brito

